Boas entradas. Que 2012 vos traga saúde, amor e paz. E se não der então que vos traga muita bebedeira, muitas festas e... sei lá... o que vocês tanto desejam sim?

"ai sou eu que pago"



Boa! Continuem...

Sala de espera

Tenho gasto muito tempo em salas de espera ultimamente, mas sempre na maior ansiedade. A sensação que o nosso mundo acaba ali, os pensamentos mais mórbidos que nos passam pela cabeça, as pessoas que lêem as suas revistas como se nada fosse. Mas a verdade é que por aqueles corredores passam milhares de pessoas que sofrem de todos os males, mas nem todas estão doentes. Existem as pessoas que acompanham os seus familiares, e são essas os grandes pilares para o doente. 
Quando se vai para a sala de espera dos tratamentos, os acompanhantes não podem ir com o utente até à sala principal, estas ficam na sala de espera. É ai que eu quero chegar, passa-se muito tempo naquelas salas mas existem actividades variadas. Há quem leia, há quem escreva, há quem jogue e há quem durma. Aborrecimento não existe naquelas salas, passa sempre uma senhora com o café e chá e ainda oferece bolachas. Aquele café é tão bom e ajuda a queimar algum tempo. Ouvem-se relatos de toda a espécie, aprende-se a fazer rendas. Afinal as salas de espera não são más, é pena é os motivos que nos levam a frequentá-las. A verdade é que na sala de espera podem-se encontrar várias pessoas simpáticas, pode-se partilhar histórias, pois quem está ali precisa de desabafar e porque não encontrar ali um apoio? Ninguém está imune, mas a grande verdade é que um apoio ou mesmo um abraço vale mais que mil palavras, e os doentes precisam de apoio pois é mais uma ajuda para ultrapassar mais uma barreira.
Ele pode estar doente, mas sabe que pode contar comigo para qualquer consulta, tratamento ou até mesmo exames. Ainda ontem nos perdemos a sair do Hospital da Cruz Vermelha, em vez de entrar na estrada correcta fomos ter quase à ponte Vasco da Gama,só risos. Bem! Ao menos há alegria e não casal Garcia ok? Isto era desnecessário, ai vida --

Vou estudar modelos, rádio e ainda técnicas. O guião está quase, hey hey... o programa de rádio está gravado e agora só falta mesmo estudar. Mas não devias ter férias Tim? Férias? Já não as tenho há muito tempo... 
Por vezes gostava de ser mais fria, só para não chorar frente das pessoas de quem gosto. O natal soube a pouco, mas no fim de conta eles vieram e trouxeram um bocadinho da terrinha com eles.Amanhã vão-se embora e a rotina volta. Os dias difíceis voltam, a pressão aumenta e a minha cabeça já não aguenta tanto drama. Ou menos eles vieram e alegraram-me. Obrigada mami e papi. 
Bom Natal! Tenham tudo de bom, doces, chocolates e prendinhas, muitas prendinhas.
Passar a passagem de ano com o gajo que me deu com os pés? Cheira-me que vou ficar em casa agarrada aos cobertores e a ver a gala de algum programa.  

Queres rir?



Sabes francês? Vê o vídeo... mas se não sabes francês vê na mesma. 

Um dia nas compras

Esta na fila da caixa para pagar com o meu pai. Estavam duas mulheres e uma criança à nossa frente, assim pensei eu. Quando uma das senhoras se vira para tirar as compras do carrinho e me apercebo que era um homem. Passo a explicar, o homem tinha cabelo comprido e tinha corpo de mulher (mamas ok...). Tudo levou a crer que devia estar a mudar de homem para mulher. O meu pai não se controlou e vira-se para mim e diz: olha olha, o que foi acontecer. Comecei-me a rir, mas não foi por mal, foi pelo inesperado. Uma pessoa nunca está à espera destas coisas e quando acontece fica sem reacção. 


Queres um sonho de vida ou uma vida de sonho?

  Após um grande raspanete na redacção, pode-se dizer que sai de lá com outros objectivos. Quero ou não quero ser uma grande jornalista? Sim, quero. Para isso preciso de batalhar e muito. Não é um trabalho fácil como muitos dizem. Não basta saber escrever, é preciso conhecer, explicar e trazer às pessoas o que se passa, o que lhes rodeia. Gostaria muito de ser cronista, mas é algo que tenho de deixar de lado, por enquanto. É preciso ter gosto na profissão e se as coisas não são feitas com gosto o seu resultado só pode ser desastroso.
     Neste momento quero acabar o curso e estagiar num grande jornal ou até mesmo numa rádio. Ainda não fiz o meu projecto de vida, mas acho que ainda tenho tempo e também não tenho a certeza de certas coisas. Eu quero viver um sonho de vida, tudo por uma simples razão. Prefiro ter pouca coisa e ser feliz. Para que me serve um carro altamente? Para me sentir superior a outros? Gosto de viver com poucas coisas e gosto de viver com quem me ama. Não quero um namorado todo bom e saber que ele não me ama, prefiro estar sozinha e saber que sou feliz assim, o que não acontece com amigas minhas. Todas dizem que preferem ter coisas boas, uma grande casa, um grande carro e um namorado todo bom. Mas porque? Sentes-te bem em fazer ciúmes aos outros? Queres ser superior aos outros? Quero alcançar os meus objectivos e saber que lutei por eles. Se um dia comprar uma casa com o meu dinheiro, quero saber que fiz de tudo para a alcançar. Se for uma jornalista reconhecida pelo meu trabalho, quero sentir orgulho no meu trabalho. Não quero fazer as coisas por fazer, eu quero fazer o meu melhor e saber que fiz tudo para o alcançar. E tu? Preferes um sonho de vida ou uma vida de sonho?

Eu e as pessoas


Sei que por vezes sou bruta, sei que  por vezes mando respostas ingratas, mas já pensaram no porque? Quando faço algo novo, fora no meu ambiente seguro, existe sempre alguém que repara e manda logo as boquinhas. Se visto algo fora do meu hábito (não de freira ok?) começam logo: AI! Tão linda que ela está. Se uso make up: Tás tão gira. não percebo porque não o fazes todos os dias. Ou melhor usar saltos: Tás mais alta, devias de vir assim todos os dias.
Uma coisa são elogios outra é abusos... ok tudo bem, agradeço bastante que notem as diferenças, mas não é preciso gritar, espalhar a palavra ou sequer chamar nomes. E sim, eu não gosto de elogios, tenho muitos motivos para ter as minhas desconfianças, principalmente de certas pessoas, mas são desconfianças maléficas. Eu e os elogios nunca nos demos bem, cada vez que alguém dizia algo o riso maléfico vinha atrás, mas isso são outras histórias vividas no liceu. Por isso deixo aqui o recado dado, elogios só quando forem sinceros e ditos em particular, porque de resto passam a lado.